segunda-feira, 3 de agosto de 2009

IRMÃ DULCE VENERÁVEL


50 Anos: Missa com padre Marcelo é destaque em maio
04 Mai 2009
Milhares de fiéis e admiradores da vida e obra de Irmã Dulce estão sendo aguardados no próximo dia 19 de maio, às 17h, na Praça Irmã Dulce (Largo de Roma), para a missa em Ação de Graças pela concessão, decretada pelo Papa Bento XVI, do título de Venerável ao Anjo Bom da Bahia. A celebração, que integra as comemorações em maio pelo aniversário de 50 anos das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), contará com a participação do padre Marcelo Rossi, do bispo de Santo Amaro (SP), Dom Fernando Figueiredo, e do bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Josafá Menezes.
As homenagens ao jubileu de ouro da instituição terão também como ponto alto a realização, no dia 26 de maio – dia do nascimento de Irmã Dulce e da OSID – de uma missa presidida pelo cardeal D. Geraldo Majella, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus (Bairro de Roma), às 17h. A agenda festiva em comemoração ao cinquentenário de uma das mais importantes instituições de benemerência do país prossegue ainda com a realização de outros eventos durante o mês. No dia 21, a Assembleia Legislativa da Bahia promoverá uma sessão especial para celebrar o meio século de fundação das Obras. Outra sessão em homenagem aos 50 anos está programada para o dia 28, desta vez na Câmara Municipal de Camaçari.
Atendimentos – Ao longo de cinco décadas de história, a OSID vem construindo uma atuação de referência em áreas como saúde, assistência social, educação, ensino médico e pesquisa científica. A instituição já desponta hoje como o maior complexo de saúde 100% gratuito do Brasil – com mais de quatro milhões de atendimentos por ano e mais de mil leitos hospitalares. Somente no ano passado, foram realizados 4,3 milhões de atendimentos ambulatoriais.
Aliada à área da saúde, a atuação da entidade se junta ainda às atividades realizadas em outras frentes de trabalho, a exemplo dos mais de 800 alunos atualmente assistidos em seu centro educacional. Na lista dos mais diversos públicos atendidos pela instituição estão ainda, além de pacientes SUS, idosos, portadores de deficiência, crianças e adolescentes de baixa renda e pacientes sociais.
Novos projetos e serviços em 2009
As homenagens em torno do cinqüentenário das Obras Sociais Irmã Dulce, entidade com cerca de três mil funcionários e centenas de voluntários, chamam a atenção ainda para os projetos hoje considerados prioritários para a perpetuidade da instituição baiana. Dentre as ações em curso, está o programa de construção do Centro de Hemoterapia e Nefrologia da OSID – uma nova ala que abrigará unidades de hemodiálise e um banco de sangue. Outra novidade é o início da quarta etapa da reforma do futuro Santuário de Irmã Dulce, com o acabamento da fachada do prédio que será viabilizada em parceria com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (ADEMI–BA).
Aliada ao ciclo de comemorações, a programação em torno do jubileu de ouro da instituição soma-se ainda ao lançamento de novos serviços em prol da população no estado. Entre as recentes conquistas, está a inauguração este ano da nova Unidade de Assistência em Oncologia do Hospital Santo Antônio. O serviço, já em pleno funcionamento, surge como um importante aliado para os pacientes em tratamento do câncer. De acordo com a direção do hospital, com o novo núcleo a população passa a contar agora com procedimentos gratuitos, como quimioterapia, cirurgias no campo oncológico, internação, consultas e realização de exames. No caso de internamento, a unidade já começa assumindo um importante papel no cenário atual, em função da escassez desse tipo de serviço em todo o território baiano.
Outra novidade foi a inauguração, no primeiro semestre do ano, de um moderno Núcleo de Reabilitação Auditiva. A iniciativa, pioneira na Bahia, marcou oficialmente o início na realização das primeiras cirurgias de implante coclear feitas pelo Sistema Único de Saúde. Conhecido como “ouvido biônico”, o implante caracteriza-se como um dispositivo de alta tecnologia, que vem melhorando, de forma significativa, a qualidade de vida dos deficientes auditivos no estado.

ASCOM / OSIDAna Calazans e Alan Amaralcomunicacao@irmadulce.org.br
ASCOM - OSID/HOKelly Bessa
kelly.bessa@irmadulce.org.br

DO ANJO BOM DO BRASIL.





IRMÃ DULCE, O ANJO BOM DA BAHIA.
A frase saiu arrastada da garganta.
- Irmã, não me deixe morrer na rua - ele implorou mais uma vez.
- Meu filho, eu não tenho onde colocar você. Isto aqui é um posto médico.
Irmã Dulce procurava na mente uma outra frase para tentar explicar ao pequeno jornaleiro agonizando à sua frente, com malária, que não tinha condições de abrigá-lo, mas não encontrava palavras para uma explicação que o seu coração mostrava ser totalmente descabida. Um nome então saiu espontaneamente dos seus lábios: Ilha dos Ratos, um lugar próximo ao posto médico em que trabalhava, onde existiam casas abandonadas.
Ela sabia que talvez o esforço para socorrê-lo fosse inútil, diante do estágio já avançado da doença. Mesmo assim, não poderia ficar indiferente à dor daquela criança e decidiu lutar contra a febre, a fome, contra o desespero que se expressavam nos lábios trêmulos daquele menino.
- Venha comigo, meu filho.
O seu olhar e a paz transmitida pela sua voz trouxeram uma nova esperança para o pequeno jornaleiro. Irmã Dulce o levou pelas mãos até a Ilha dos Ratos. As casas estavam de fato vazias, mas as portas muito bem trancadas.
- Moço arrombe esta porta por favor - disse para uma banhista que vinha passando
- O que é isso irmã, a senhora ficou doida? Isto tem dono!
- Eu sei moço. Mas arrombe esta porta. Por minha conta.
- Não sei não irmã...
- Este menino está morrendo. Ele bateu à minha porta na esperança de ser atendido. Deus não atende a todos nós? Não é Ele quem nos dá o ar, a luz, a saúde? Ele recusa alguma coisa quando pedimos com fé, com esperança? Como vamos recusar um pedido de nosso semelhante, do nosso próximo?
A porta foi arrombada e Irmã Dulce acomodou o menino. Em seguida saiu e voltou logo depois, trazendo uma lamparina de querosene, leite e biscoitos e Florentina, uma conhecida que morava nas redondezas e que, a seu pedido, passou a noite tomando conta do pequeno enfermo.
O pequeno jornaleiro seria apenas o primeiro doente recolhido nas ruas, acolhido por Irmã Dulce. No dia seguinte ele foi buscar uma velha mendiga que estava morrendo de câncer sob uma tamarindeira. Depois, um tuberculoso e em pouco tempo, dezenas de doentes estavam abrigados nas casas da Ilha dos Ratos. Para alimentá-los, a jovem freira saia de porta em porta, recolhendo comida.
Algum tempo depois, foi expulsa das casas. Iniciou então uma peregrinação com os seus doentes, que se estendeu por vários anos, até 1949. Primeiro, ela os levou para os arcos da Igreja do Bonfim, mas teve novamente que sair, dessa vez por ordem do prefeito. Foi para o Mercado do Peixe e novamente foi expulsa. Ficaria na rua com os seus doentes? Ela, então, lançou mão de um último recurso: foi à superiora da sua congregação e lhe pediu para abrigar os doentes no galinheiro do convento. Não sem relutância, a madre concordou, desde que Irmã Dulce encontrasse uma solução para as galinhas.
Em pouco tempo, o galinheiro estava limpo, colchões espalhados pelo chão e os 70 doentes abrigados. A madre superiora retornou e elogiou o empenho de Irmã Dulce. Antes de ir, perguntou pelas galinhas:
- Estão todas muito bem, na barriga dos meus doentes.
O albergue improvisado no galinheiro do Convento Santo Antônio, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição Mãe de Deus foi o início da grande obra de fé erguida por Irmã Dulce, uma das primeiras organizações não governamentais do país, que conquistou o respeito e a admiração de todos os brasileiros.

© 2003-2008 OSID - Obras Sociais Irmã DulceAvenida Bonfim, 161 Largo de Roma, Salvador – BahiaCEP: 40.420-000 Telefax: (71) 3310-1160 / 3310-1232www.irmadulce.org.br
Reprodução permitida, desde que citada a fonte.Conteúdo produzido pela Assessoria de Comunicação da OSID